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O prêmio surgiu da percepção de que a super-exploração midiática dos “maus exemplos” - que violavam os direitos dos adolescentes e descumpriam o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - levavam a uma descrença geral no atendimento socioeducativo. Tal abordagem, feita à exaustão, reforçava a idéia de uma suposta impunidade do adolescente como fator incentivador da violência. |
Neste contexto, dar destaque às boas práticas tem importância estratégica, pois demonstra que a lei é eficaz se bem aplicada e desmistifica a idéia de que a única forma de abordar a questão é com uma punição cada vez mais rigorosa.
Assim, por meio da sistematização e a ampla divulgação destas experiências, procurou-se estimular outros atores na criação de programas e práticas conforme o ECA, criando um efeito positivo em todo o sistema socioeducativo. De forma mais ampla, estas experiências também teriam potencial de reformular as políticas públicas nacionais, estaduais e municipais.
Para potencializar estes objetivos, o prêmio também tem contado com ampla participação da sociedade civil organizada na construção de todas as suas edições. Diversas entidades apoiadoras colaboraram para a divulgação das inscrições, especialistas e profissionais da área elaboraram os critérios de avaliação dos projetos, e a própria escolha dos vencedores foi feita por meio de comissões com representação de diversos setores atuantes na defesa dos direitos dos adolescentes.
Nas duas primeiras edições do Prêmio, foram identificadas 18 experiências vencedoras, além de 26 menções honrosas. Para que pudessem ter uma perspectiva sobre o atendimento socioeducativo realizado em outros países, os premiados viajaram em uma comitiva própria para a Colômbia (1ª edição) e para o Canadá (2ª edição).
A terceira edição do Prêmio vem sendo realizada desde 2008, já sob as diretrizes do recém elaborado Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (2006). Os cinco premiados realizarão uma viagem para conhecer o sistema socioeducativo da Espanha e terão suas experiências divulgadas em uma publicação, que será lançada em 2009.
Mais informações sobre os vencedores, os inscritos e o contexto de cada edição podem ser obtidas em www.socioeducando.org.br.
1ª edição:
Entidades realizadoras: Ilanud, Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Fundação Educar DPaschoal.
Período: 1998.
2ª edição:
Entidades realizadoras: Ilanud, Andi, Unicef e Fundação Educar DPaschoal.
Período: 2000.
3ª edição:
Entidades realizadoras: Ilanud, Andi, Unicef e Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).
Período: 2008 - 2009
Leia o folder informativo do Prêmio Sócio-Educando: Português
Read the informative leaflet about the Prêmio Sócio-Educando: English