Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente (Ilanud) foi fundado em 1975 e tem sua sede na Costa Rica. Trata-se de um órgão regional que compõe a Rede do Programa de Prevenção do Crime e Justiça Criminal das Nações Unidas (Crime Prevention and Criminal Justice Programme Network – PNI), ligada ao Conselho Econômico e Social da ONU. Esta rede é formada por centros especializados, escritórios internacionais e institutos regionais da ONU tais como o Ilanud na América Latina e no Caribe, Unafri na África, Heuni na Europa e Unafei na Ásia e no Pacífico.
Estes institutos e escritórios foram criados com o intuito de dar assistência à comunidade internacional na área da prevenção à violência e da justiça penal, promovendo a cooperação entre os países membros da ONU. Os membros desta rede têm como principais atividades a divulgação e a troca de informações, a formulação de pesquisas e o oferecimento de treinamento e de capacitação especializada no assunto.
Seu surgimento se deu no contexto da segunda metade do século XX, quando se tornava cada vez mais necessário o intercâmbio de informações entre países para combater a criminalidade organizada (tráfico drogas, tráfico de seres humanos, redes de lavagem de dinheiro, etc.), bem como a criação de políticas para a prevenção da violência ligadas às políticas de direitos humanos. Tal foco exigia também uma abordagem localizada, que entendesse as realidades regionais e pudesse estabelecer parcerias com os governos.
Ilanud no Brasil
O escritório brasileiro do Ilanud foi criado em 1997, fruto da promulgação de um decreto que consolidou o acordo internacional entre o Governo brasileiro e o Ilanud / Costa Rica. O tamanho e relevância do país no continente, a especificidade relativa à língua portuguesa e a complexidade progressiva do cenário imposto pelo crime e pela violência, orientaram a iniciativa de criação de um instituto brasileiro.
O Ilanud / Brasil, nestes mais de dez anos de existência, tem concentrado suas atividades na cooperação com os governos federal, estaduais e municipais – tanto no âmbito da formulação e avaliação de políticas públicas, quanto na esfera da reforma legal e aprimoramento das instituições do sistema de justiça -, por meio da realização de pesquisas, formação pessoal, difusão de informações, envolvimento no debate público, e ampla colaboração com entidades da sociedade civil.